quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Fotografar em JPG , JPEG ou RAW? famafotografia.com.br responde.


Bom dia a todos, muitos se perguntam o que é o RAW ou pra que serve. Esse artigo foi escrito por GUS EOS BRASIL, e aborda o assunto de uma forma bem simples e objetiva. O artigo original pode ser visto no site http://www.gusleig.com com o tema "Porque Fotografar No Modo RAW - O Negativo Digital" espero que gostem, tenham uma ótima leitura...
Modo RAW, O que é isso? RAW em inglês quer dizer cru, e que no meio fotográfico é o formato onde a fotografia é armazenada sem qualquer processamento da câmera. Certamente sua câmera grava em formato JPG o qual perde detalhes originais que fazem muita diferença. Uma boa câmera digital deve ter o formato RAW, este aspecto é muito mais importante do que ter mais mega-pixels. Se eu tivesse que escolher entre duas câmeras uma com 10MP a outra com 12MP escolheria a que tivesse o formato RAW. Alguns bons motivos devem ser considerados para trabalhar nesse modo e com cada vez mais câmeras disponibilizando esta opção, vale lembrar destas vantagens:
Contraste: A diferença entre a parte iluminada e escura da foto. No formato RAW você não perde informação nenhuma ao contrário de que no JPG muitos detalhes são interpretados pela câmera principalmente quando você está em ambientes com muito sol ou com pouca luz.
Sem Processamento na Câmera: Quando você está no modo RAW e tira uma foto, aparece uma imagem com pouca resolução na tela da câmera, ao contrário do modo JPG que já fez diversas melhorias na foto como ampliação de cores, contraste. Então quem fotografa no modo RAW deve saber que terá que processar a foto posteriormente no Photoshop, iPhoto ou Picasa (qualquer programa que trabalhe com fotos). Dica: Quando usar o modo RAW tente fazer a fotometria para onde existe mais luz, isso porque uma foto com muita luz não tem como recuperar os detalhes “queimados” enquanto dá pra fazer muito com as sombras.
Edição no Modo RAW: Para quem gosta de trabalhar as fotos no computador, este modo é perfeito, porque nunca destrói a foto original. É como se você tivesse o negativo e fizesse várias experiências só que no modo digital isso é muito fácil, o arquivo raw fica gravado intacto e outro é gerado com as alterações que você fez. Então você sempre pode voltar atrás e partir do zero.
Desvantagens: A desvantagem é que exige tempo trabalhar com RAW, você tem que estar disposto e gostar da “brincadeira”. Outra fator é que o tamanho do arquivo fica maior. Se sua câmera tem este formato, que é o negativo digital, vale a pena tentar obter resultados melhores com ele, ainda mais se você gosta de fotografia. Eu recomendo.

Um ótimo dia a todos, Fábio FosterFama Comércio de Artigos Fotográficos LTDA. MEVisitem nosso site:
www.famafotografia.com.brMSN: atendimento@famafotografia.com.brTel: (047) 3350-6800

Dicas da famafotografia.com.br





Acredito que muita gente já olhou para uma lente e se perguntou... - O que é esse IS, ou esse EF que esta escrito na lente! Bom, pensando nisso segue uma lista bem simples que acredito deva ajudar os que ainda possuem alguma duvida.
Canon
USM - Ultrasonic Motor, ou motor ultrassônico do autofocus, que pode ser do tipo anel ou micro motor; mais rápido e silencioso que o motor convencional da marca.
IS - Image Stabilizer, ou estabilizador de imagem; permite velocidades de obturador até 2 pontos mais baixas sem que a foto saia tremida.
EF - Electro Focus, objetivas autofocus desenvolvidas para câmeras da linha EOS.
L - Identifica lentes especiais, profissionais, com elementos óticos especiais (feitos com cristais UD, S-UD ou fluorita); com foco e retrofoco internos (I/R) de última geração, dando maior velocidade ao autofocus; com foco de toque manual com ação não interrompida, ou seja, mesmo no auto focus o fotógrafo pode ajustar manualmente o foco sem precisar acionar a chave de modos de foco.
DO - Diffractive Optics, ou elemento ótico difrativo multicamada, que corrige a aberração cromática, de características asféricas e superior ao cristal UD, permitindo lentes menores e melhores. Atualmente, somente a nova 400 mm f/4 L IS USM tem essa característica.
FD - Sistema manual de lentes da Canon dos anos 1970 e 80 que usam um sistema de alavancas e pinos mecânicos para transmitir informações para a câmera.
UD - Ultra Low-dispersion Glass (vidro de dispersão ultra baixa) Elementos fabricados com vidros UD temum índice de refração menor do que as de vidro comuns. Tais elementos são, normalmente, usados para corrigir aberração cromática.
NIKON: AI - Aperture Indexing Em 1977 a Nikon lançou uma série de lentes que podiam comunicar-se a abertura da lente para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas lentes são facilmente identificadas pela "orelhas" de metal no seu topo (ver imagem). As que apresentam pequenos furos em cada orelha são lentes AI ou AI-S AI-S - Outra variação das lentes F da Nikon lançada em 1981. Essencialmente são lentes AI com suporte para algumas automações a mais, como transmissão linear de informação de abertura.
AF/AF-S - As objetivas AF incorporam o motor de auto focus convencional da Nikon; as AF-S recebem o novo motor "Silent Wave" com foco automático mais rápido e silencioso.
AF-D - Uma das muitas variações da linha de lentes F da Nikon. As lentes Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco é usado pelo sistema de medição de matriz 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashes.
AF-DX - São lentes auto foco Nikkor projetadas para SLR digitais Nikon com fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves que as Nikkor padrão devido à não ter que cobrir todo o sensor (não full frame). Em geral elas não são utilizáveis em corpo Nikon 35mm.
AF-I – Auto focus Integrado. Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova serie de lentes com motor integrado ao corpo da lente. Até então a Nikon só produzia sistemas auto foco no corpo das câmeras. Estas lentes são equivalentes às USM da Canon.
IF - Foco interno, ou seja, o movimento dos elementos estão resumidos à parte interior, sem alteração de tamanho externo da objetiva, o que permite lentes mais compactas e leves, além de distância de foco mais curtas.
D/G - As objetivas tipo D e G informam a distância entre a câmera e o assunto ao corpo da auto focus Nikon, o que tornou possível avanços na fotometria matricial 3D e no sensor para flash um preenchimento mais equilibrado.
ED - São objetivas que têm o cristal ED de dispersão mínima de luz, o qual reduz muito as aberrações cromáticas, com ganhos em nitidez e reprodução de cores.
Micro - São as lentes para macro fotografia da Nikon.
VR - Objetiva com redutor de vibrações (como o IS da Canon), que permite, no caso da Nikon, trabalhar com até 3 velocidades abaixo da recomendada sem risco de foto tremida.

Esperamos ter ajudado um pouco.
Fábio FosterFama Comércio de Artigos Fotográficos LTDA.
Tel: (047) 3350-6800

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Som do coracão


Sou um apaixonado por cinema e tenho convicção que “7ª arte” é com certeza uma adjetivação merecida deste seguimento da comunicação e entretenimento, mas confesso que a muito venho me decepcionando ao término das sessões.

Posso garantir-lhes que não sou um crítico, e nem mesmo sou um cinéfilo ávido por erros ou perfeição, talvez um gosto refinado, mas mesmo desprendido de todas as análises imagéticas e técnica , ao final sinto-me lesado pelo tempo que perdi diante de histórias tão ruins ou idiotizadoras.

Mas, felizmente existem ainda obras primas como o filme “Som do Coração” (August Rush, 2008).

Uma história inteligente, inusitada, simplesmente fantástica. Vivemos num mundo muito visual, ninguém melhor que um fotógrafo para falar disso, mas não podemos nos deixar envolver somente por imagens, pois temos outros sentidos tão bem elaborados quanto à visão.

Neste trailer o som e a música tornam-se os fios condutores da trama, que tem como pano de fundo uma linda história de uma família contemporânea, pois trata-se de pais bem jovens que possui além da esperança , um dom magnífico para música.

Fico impressionado diante de uma história tão bem construída, que prende a atenção do telespectador do início ao fim, isso com a incrível façanha de não utilizar-se de mega efeitos especiais, costumeiramente hollywoodianos.

Saber que todo aquele enredo foi idealizado por algumas mentes, que diria brilhantes, como da diretora irlandesa Kirsten Sheridan (filha do diretor Jim Sheridan) me deixa muito satisfeito pois ainda existem artistas de verdade , dispostos a escreverem seus nomes nas galerias da verdadeira arte cinematográfica .

Um elenco notável formado por um famoso “bonzinho” como Robim Willians dessa vez, interpretando um mau caráter (Wizard). E os personagem principais pouco conhecidos, como Freddie Highmore (August Rush) , protagonizando um jovenzinho de orfanato, em busca dos seus pais, que percebe na música a esperança desse reencontro. Com uma atuação impecável e envolvente ao ponto de além de torcer por ele do início ao fim, não contermos as lágrimas com sua interpretação.

E têm mais, a dupla de jovens atores Keri Russel (Lyla Novacek), Jonathan Rhys Meyers (Louis Connelly) fazem os pais, que a partir de um lindo e único momento juntos, mudam suas vidas e traçam caminhos distantes, sintonizados apenas pelas lembranças e pela melodia daquele instante mágico.

No elenco não menos importante atuam ainda os atores coadjuvantes Leon G ThomasIII (Arthur), Terrence Howard (Richard Jeffries), Jamia Simone Nash (Hope), William Sadler(Thomas), Alex O’Loughlin (Marshall), Aaron Staton(Nick), Jamie O”Keefe (Steve).

Sem dúvida um dos melhores filmes do ano, ideal para quem busca histórias comoventes, inteligentes e inspiradoras, sem contar é claro perfeito para os amantes dessa fusão entre a arte cinematográfica associada ao poder da música em nossas lembranças, tanto de infância, quanto de momentos inesquecíveis que tivemos.
Elenco:
Freddie Highmore - Keri RussellJonathan Rhys Meyers - Robin WilliamsLeon G. Thomas III - Terrence HowardJamia Simone Nash - William SadlerAlex O’Loughlin - Aaron Staton
Direção: Kirsten SheridanProdução: Richard Barton Lewis
Fotografia: John Mathieson
Trilha Sonora: Mark Mancina
Duração: 100 minutosGênero: Drama

Sejamos focas e não abutres!


O filme A Montanha dos Sete Abutres, de 1951, do diretor Billy Wilder, com atuação de Kirk Douglas, é um clássico que evidencia e satiriza um péssimo exemplo de jornalista, na figura de Chuck Tatum. Embora tenha sido produzido na década de 50, o filme trata de um tema que se mantém atual e nos possibilita algumas comparações.

No meio jornalístico, a palavra “foca” além de tratar de um mamífero, com jeito amigável e meio desajeitado, é também o apelido dado aos recém-formados na profissão, os mais ingênuos, que se deslumbram com as primeiras pautas, que ainda não possuem a malandragem e a influência dos experientes profissionais.

Abutres são aves de rapina, necrófagas, ou seja, que se alimentam de animais mortos, e embora seja uma comparação muito agressiva, são como os jornalistas espertalhões, manipuladores e sem ética que utilizam desgraças alheias para conseguirem as primeiras páginas.

Tatum é um estereótipo de jornalista sabichão, um verdadeiro abutre ávido por um fato que pudesse colocá-lo de novo no auge e quem sabe lhe render um Pulitzer, (prêmio máximo do jornalismo). Ele dá um verdadeiro exemplo de jornalismo sem ética e sem princípios. Percebe-se o lado podre do jornalismo, quando Chuck utiliza o quarto poder para persuadir seu parceiro, manipular as autoridades locais, os fatos, uma esposa insatisfeita e acima de tudo sensibilizar o povo, através de sua trama.

O jornalista transforma um fato num verdadeiro jogo de interesses, usa o sensacionalismo como principal ferramenta de trabalho, e em prol de seus objetivos coloca em risco uma vida, preocupando-se apenas em “furar” os concorrentes da categoria e recuperar seu prestígio no meio.

Atualmente , atitudes como as de Tatum são tão corriqueiras, que chegam a parecer algo natural. Encontramos na capa de jornais manchetes e fotos supervalorizadas para atrair exclusivamente pelo forte impacto visual.

Na política vive-se um caos e a cada dia mais revelações bombásticas são divulgadas. O grande problema é que muitas são obtidas por meios ilícitos, com repórteres disfarçados, munidos de câmeras escondidas, microfones ocultos e até grampos telefônicos. Reportagens produzidas por jornalistas que ao invés de fazerem seu papel de apurar, atuam como polícia investigando e infringindo o direito de muitos cidadãos. Num primeiro momento, as denúncias são vistas como um exemplo de jornalismo, mas, no entanto, a forma como foram extraídas cerceiam o direito de liberdade e de privacidade.

Jorge Claudio Ribeiro, jornalista e professor da PUC(SP), ressalta que muitos jornalistas, na ânsia de se sobressair frente a seus empregadores, ultrapassam os limites da ética, quebrando o sigilo das fontes, invadindo a privacidade de pessoas e inventando acontecimentos.

E quando o assunto é segurança, crime organizado e narcotráfico, percebe-se um louvável empenho dos jornalistas em fazer suas reportagens em meio a linha de fogo entre traficantes e policiais, bem como adentrar em favelas dominadas pelo crime em busca de informações reveladoras ou mesmo de prestígio diante dos colegas, como aconteceu com o jornalista Tim Lopes.

O jornalista Ricardo Noblat, afirma que uma matéria jornalística não vale a vida de uma pessoa. Por maior que seja a obrigação do jornalista de informar bem o público, ele deve respeitar o limite, para não perder a própria vida. Noblat enfatizou que o limite da vida é também o limite da ética.

Outro problema são os profissionais que utilizam seus espaços midiáticos para beneficiar seus padrinhos políticos ou para derrubar de maneira caluniosa, seus adversários ideológicos. Isso sem contar os que aproveitam a representatividade dos veículos e sua credibilidade com o público para obter uma grande fatia publicitária, inserindo-as em meio as matérias jornalísticas.

A ética é parte vital nos jornalistas, uma virtude que precisa crescer com o profissional, como o caráter que é formado desde a infância. É primordial que um baixo piso salarial e os interesses políticos das empresas jornalísticas, não corrompam a vontade de mudar e de manter-se no mercado de trabalho como focas e não como abutres, que fazem da ética uma utopia.

A montanha dos sete abutres (Ace in the Hole) Roteiro: Walter Newman, Billy Wilder e Lesser SamuelsDireção: Billy Wilder Duração: 111 minutosGênero: Drama
 
© 2009 Novidades Fatos e Photos. All Rights Reserved | Powered by Blogger
Design by psdvibe e Peu Japiassu Reis