quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A noite em que as águas começaram a subir no Itajaí...

Tinha acabado de fotografar um casamento no Itaipava, quando tentei sair pela mesma rua que havia chego cerca de 5 horas atrás, não deu, meu carro quase foi levado pela correnteza do rio Canhanduba. Voltei, fui quase até Brusque e peguei a rodovia principal para voltar a Itajaí.
O pequeno e inexpressivo Itajaí-Mirim tinha se tranformado num verdadeiro Amazonas, suas margens estavam tão acima de seu leito normal que parecia que o Promorar, tinha se transformado na beira rio. Para quem via pela primeira vez a cidade, poderia achar uma vista bonita, uma grande lagoa, logo na entrada da cidade com que inúmeros reflexos de luzes. Entretanto, naquele momento, as pequenas casas à beira do rio, já haviam sido engolidas pelas águas.
Os animais procuravam nos lugares mais altos o seu abrigo e os moradores já estavam nas ruas tentando alertar os vizinhos. O caos estava apenas começando.
As fotos a seguir foram feitas na madrugada de sábado para domingo.
Eduardo Gomes (texto e fotos)































































































































A plásticidade das imagens com uma boa combinação de diafragma e obturador.

Esses dias fui pautado para fazer a foto da capa de uma revista, cuja o tema era a "noite" em Balneáro Camboriú, entretanto não poderia usar fotos clichês de pessoas e baladas, daí pensei na beleza da noite em si.
Então resolvi brincar com as luzes, os reflexos, as cores e suas nuances.
Daí foi só preparar a câmera com um ISO baixo, um tripé, e pensar em boas combinações de diafragma e o tempo de exposição.
Depois de acionar o disparador e esperar em média 30 segundos para cada exposição, ainda tinha que esperar o tempo de Job, da minha câmera, mas valeu cada segundo, porque o resultado foi uma verdadeira pintura com a luz.



























terça-feira, 23 de setembro de 2008

Dicas sobre fotografia





Fotografia

Photo= luz graphos = escrita = Escrita de luz

Principais características- toda fotografia possui:

Formas: é a primeira coisa que se percebe numa foto, o contorno de um objeto, funcionam como unidades de construção.
Linhas: são caminhos para os olhos, mostram direções e distâncias. Criam a sensação de profundidade e distância.
Textura: causam impressão de realidade na foto. Estimula o sentido de tato, ela revela a natureza da superfície.
Harmonia e volume: cores semelhantes se repetem em intervalos surgem os padrões. Nos dão a sensação de harmonia. Volume: As sombras e as diferenças de contrastes reforçam a idéia de volume.

Foco:
O Foco é um efeito ótico que proporciona uma imagem nítida no ponto no qual os raios de luz se convergem. O ponto a ser focado é escolhido pelo fotógrafo no momento da foto.
No processo fotográfico o foco é ajustado para dar mais nitidez ao tema que terá mais importância na imagem. Nas câmeras auto-focus basta colocar o ponto de foco no assunto principal , apertar o primeiro estágio do botão disparador e com o botão ainda pressionado fazer o enquadramento que se pretende na fotografia e terminar de apertar o botão fazendo o click.


Diafragma (irís)

É o conjunto de lâminas conhecido também por Íris. É um mecanismo que controla a abertura do sistema ótico e conseqüentemente a quantidade de luz que atinge o sensor (ou filme). Também é responsável pelo efeito óptico chamado “profundidade de Campo”.
Os aberturas de diafragmas também conhecidas por números f ou f-stop possuem o mesmo padrão no mundo inteiro. Embora os números sejam universais nem todas objetivas possuem todas as aberturas , isso vai depender da qualidade e da luminosidade da mesma, mas esta é a escala:
1.2, 1.4, 1.8, 2, 2.8, 4, 5.6,8,11,16,22,32,45, 64

Cada número f corresponde a uma quantidade de luz que entra através da objetiva (abertura). Quanto menor for o número utilizado (1.2 ) maior a quantidade de luz que chega no sensor (diafragma aberto) , logo teremos menos profundidade de campo ou seja a foto apresentará nitidez apenas no motivo focado, qualquer elemento que se encontra a frente ou atrás do motivo não será percebido com nitidez.
Quanto maior for o número do diafragma selecionado(64), menor será a quantidade de luz que chega ao sensor ( diafragma fechado) , teremos uma profundidade de campo total ou pelo menos mais considerável. (nitidez entre os planos).
Cada número que se fecha no diafragma representa metade da luz que a abertura anterior permite passar, assim como cada número mais aberto, permite a entrada do dobro de luz.

Profundidade de Campo

Em óptica , profundidade de campo significa maior nitidez entre os planos da imagem, ou seja , uma foto com muita profundidade podemos ver o primeiro, o segundo e até mesmo o terceiro plano em foco (nítido), já numa imagem sem profundidade de campo, temos somente nosso assunto principal em foco e os demais planos da imagem desfocados (sem profundidade). Este tipo de recurso pode ser utilizado para enfocar nosso tema principal sem causar distração com os elementos do fundo, evitando uma foto “poluída”.

Obturador ou tempo de exposição ( velocidade)

A velocidade do obturador pode causar efeitos de movimento congelado e borrado nas imagens.A velocidade de obturador ou tempo de exposição (t) está diretamente relacionada com o tempo que o mecanismo do obturador da câmera leva para abrir e fechar na hora de capturar uma imagem, tanto no sensor como nos filmes.

Em resumo é o mecanismo que controla a velocidade com que a luz atinge o sensor (filme). A velocidade de obturação é indicada pelo controle das velocidades, que por sua vez também possuem uma escala de números “V” ou “ T” que são medidos em frações de segundo.
1/4000s 1/2000s 1/1000s 1/500s 1/250s 1/125s 1/60s 1/30s 1/15s 1/8s ¼s ½s 1s B (bulb)

B(bulb) Esta regulagem mantém o obturador aberto enquanto o botão disparador estiver pressionado.
Quanto menor for o número da escala , mais lenta será a velocidade de obturação, mais luz passará e provavelmente borrará a imagem de qualquer motivo em movimento.
Quanto maior for o número, raciocínio inverso, ou seja, mais rápida será a velocidade , menos luz passará e congelará o movimento .

Obs: Outro ponto importante é que o obturador e o diafragma precisam ser trabalhados juntos , pois são diretamente proporcionais.
Quanto menor o tempo de exposição(velocidade rápida) , menos luz é absorvida , maior será a abertura necessária para se obter uma perfeita exposição.
Quanto maior o tempo de exposição(velocidade lenta), mais luz é absorvida e menor deve ser a abertura do diafragma.


Flash: Sempre que não se tem boas condições de luz deve ser utilizado. Também pode ser usado sob a luz do sol, para evitar as terríveis sombras ou olheiras provocadas pelo sol muito a pino.O flash sempre provoca reflexos quando fotografado de frente para espelhos, vidros ou superfícies brilhantes, portanto é interessante sempre fotografar nestas condições em ângulo de 45º evitando assim aquele brilho indesejado.
WB (White balance) balanço do branco
Quando tiramos uma fotografia e ela sai com uma cor muito diferente do que estava no ambiente , possivelmente nosso balanço de branco não está regulado corretamente.
Cada luz, possui uma coloração predominante por isso é necessário estar atendo nesta regulagem.
I SO (International Organization for Standardization) organização internacional de normalização.
O ISO é um padrão que determina a sensibilidade com que o sensor (filme) irá captar a luz na hora da fotografia. Tabela de I SO: 25 64 100 200 400 800 1000 1200 1600 3200 6400
Quanto maior o I SO utilizado mais sensível ficará o sensor da câmera diante de baixas condições de luz, ou seja em lugares com pouca luz em que as fotos ficam escuras , pode-se aumentar o I SO e com isso obter uma foto mais contrastada.
Entretanto é importante lembrar que quando maior o I SO maior será os ruídos na imagem. Já notaram aquelas imagens que parecem que estão cheias de pequenos pontinhos ou grãos? Esse é o defeito provocado pelo I SO muito alto.
Portanto é bom sempre utilizar o flash em lugares onde se tem pouca luz, com o I SO sempre regulado para no máximo de 400, em casos extremos como num teatro onde nãos se pode usar flash, ou fotos de iluminação natalina, vitrines iluminadas, usa-se o I SO mais alto como recurso, se não possuírem um bom tripé , para trabalhar com o tempo de exposição.

Eduardo Gomes

Palestras sobre fotografia.







Em parceria com a Editora Photos aqui de Balneário Camboriú , a Estúdio Brasil (SP) vai promover nos dias 3,4 e 5 de novembro de 2008 , em São Paulo, no Teatro Copa Airlines, Shopping Eldorado, várias palestras e workshops com 15 palestrantes nestes três dias de congresso.
Uma verdadeira maratona sobre fotografia , que para os aficcionados, amantes e profissionais da área poderá sem dúvida contribuir com novas técnicas, pontos de vista e talvez ampliar parcerias profissionais.
As palestras contemplam temas que variam entre ensaios de nu, direção de modelos, iluminação, stil, maquiagem para foto, tratamento de imagem e técnicas para foto de casamento.
Entres os grandes nomes do evento estão os fotógrafos Danilo Russo, Altair Hoppe, Luis Crispino, Alexandre Salgado, José Fujocka.
Esses são apenas alguns dos profissionais que estarão compartilhando seus conhecimentos e por aí já temos uma base da qualidade, deste time de peso que atua na fotografia nacional e internacional!
Inscrições e informações: www.photos.com.br/estudiobrasil.html



Eduardo Gomes.
 
© 2009 Novidades Fatos e Photos. All Rights Reserved | Powered by Blogger
Design by psdvibe e Peu Japiassu Reis